quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Família
- Ah... essa aqui ele não usa mais faz tempo, nem entra mais... Ele agora gosta só dessas com gola assim, olha
- Uhum. São bonitas também.
Sabe, já faz tempo - bastante tempo - que fui embora. Não vi as camisas fugirem do corpo, nem a namorada chegar. Não ouvi a música alta que incomodou os vizinhos e não comi o chocolate que tu diz ser o melhor. Não estive aí pra ver teu salto na piscina, nem pra bater palma quando te entregaram a medalha dourada. Fiquei sabendo que começou a trabalhar, mas não pude te ver chegando em casa cansado do trabalho e mesmo assim indo jogar futebol.
Mas todos esses dias, de todos esses anos, o que mais doeu foi não estar aí pra te dar um beijo. Um beijo todos os dias, de todos esses anos, e dizer o quanto te amo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Os dias serão sempre assim - mas cada dia será melhor
O sol estará levantando, anunciando um novo dia de trabalho.
Eu estarei na cozinha, guardando a louça do jantar enquanto preparo o café quentinho.
Você estará na cama, se enrolando pra levantar, enquanto grita perguntando se a água do chuveiro está do jeito que gosta.
terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
álbum/coleção/pri
Nunca vi sua capa, pois em momento algum eu pude fechá-lo, parece que estou sempre em busca de mais decepções para a coleção. Ao contrário dos outros álbuns, que tenho como um troféu, este eu gostaria de apenas esquecer. Mas como esquecer as figurinhas que tanto marcaram, que tanto sofremos para conseguir, como as insígnias brilhantes do Pokémon ou os sapatos da Barbie?
A gente não esquece. E volta e meia - assim, quando tudo parece tranquilo - o álbum sem capa dança bem na nossa frente, mostrando aquele narizinho gelado e o teu jeito único de correr, só para provocar. Não que precise, pois não passa um dia sem que eu me lembre daquele seisdejunhodedoismilecinco. E de um corpo do chão. E já faz mais de 4 anos...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
O pior de tudo é quando a dor não grita, é quando ela fica calada, comendo cada pedaço do ser. É quando não se tem forças para agir e ninguém estende a mão. É quando tudo desmorona bem na nossa frente, no copo de martini. É quando se vomita e não se pensa 'nunca mais vou beber', mas 'preciso de mais um drink'. É não saber mais pelo quê se chora.
Dói dos fios do cabelo aos dedos do pé. Dói tudo e dói cada parte do corpo e da mente, é a vida que dói junto. E os melhores amigos passam a ser a caixa de lenços e um tarja preta, porque a gente não quer - a gente não pode mais - ficar sozinho.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu escrevo
Por dias estive pensando: por que, afinal, eu escrevo? Não buscava uma resposta bonita para justificar os poemas nos guardanapos de bar, mas algo verdadeiro. E, certa madrugada, ela veio: eu escrevo porque sinto.
Sinto o calor do sol e a dor do corte. Sinto o cheiro das rosas que ele enviou e a saudade de minha casa. E sinto muito por ter errado. Nas vezes em que não consigo falar o que estou sentindo, me consola poder escrever. Então escrevo que a luz do dia me faz feliz e que adoro o jeito que ele me olha. E escrevo cartas de perdão.
Escrevo porque sou feliz e sou triste, porque sinto coisas demais e não sei separar. Porque, no fundo, espero que as palavras me façam compreender o incompreensível. Façam com que a dor cesse e o amor se multiplique. Escrevo porque sinto e sou. Eu dou vida aos meus pensamentos com a ponta de um lápis e é isso que me faz existir. Existir além do senso comum, ser o pai que perde a filha e ser também a princesa apaixonada. Ser a trapezista que sonhei na infância e ser o cachorro que não tenho. Ser a menina que quer mudar o mundo e ser o garoto apaixonado pelo melhor amigo. Ser tudo e todos por algumas linhas, alguns parágrafos. Porque, no fundo, eu não sei quem sou. Porque eu sou o que penso. E cada uma das palavras que escrevo são uma parte de mim.
Escrevo porque sou as personagens que crio e sou as lágrimas que deixo cair sobre o papel.
Eu escrevo para viver.
[Publicado originalmente em: http://clubedaescrita.wordpress.com/2009/04/27/eu-escrevo/]
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sobre levar as malas pro fusca lá fora
As paredes não falam, mas eu posso ouvi-las contando histórias de dias que passaram e pessoas que também se foram. As manchas roxas na parede riem lembrando dos fins de semana com os amigos e o vinho; o espelho do banheiro poderia fazer minha maquiagem; e o canto do que era meu quarto é testemunha de noites de lágrimas e - principalmente - risos.
Doi arrumar as malas, mas tirar as fotos das paredes me faz mais feliz. Aqui ou onde quer que eu vá: não as fotos, mas vocês vão junto comigo.
(Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
obrigada por mais um dia
Abri e fui tomada por um sentimento estranho ao olhar o papel do bombom, o elástico e a palheta. Peguei cada um deles com carinho, como se mexe em algo muito importante... preciosidades, raridades talvez (seriam o meu tesouro?). Não pude conter uma lágrima quando encontrei o guardanapo no fundo da caixa, nem precisaria ler, porque aquelas frases nunca saíram da minha cabeça...
Recomposta, guardei tudo delicadamente... pois, agora, tudo iria para o seu lugar: os velhos sentimentos devem ser descartados.
Com a caixinha roxa nas mão, caminhei em direção ao lixo. Em sua frente, mudei de ideia. Coloquei a caixinha de lado, arranquei meu coração e o lancei no cesto imundo. Parabéns para mim!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
essa é a luz que eu preciso...
Não muito longe dali, na beira da praia, as moradoras correm, gritam, riem.
Longe de tudo e de todos, as 4 vivem.
Por que não pode ser assim para sempre?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Post nostálgico e emo sobre uma das melhores pessoas que conheci

A foto é velha (2006?), os sentimentos que a acompanham são antigos também. Cara, encontrei o fotolog dela - abandonado - e agradeci à tecnologia! Obrigada internet, que vai registrar pra sempre (?) momentos assim. Não que eu não vá lembrar, mas aprendi a não confiar muito na minha memória.
Ainda hoje lembro do frio, das bolas de neve e do abraço. Da Fer tirando a foto e a gente ali! Acho que nem se a internet for infinita caberiam todas nossas histórias. Ou todo meu sentimento.
É uma amizade que não acaba nunca e aumenta a cada dia! E é também um orgulho, um respeito, uma admiração eterna!
Vendo as fotos tão velhas no flog, senti um aperto no peito, uma saudade tão grande! Lembro do medo que tinha ao começar a virar 'gente grande', não queria perder minhas amigas! E tu, Fabi, é o maior exemplo de que isso não acontece, quando a amizade é verdadeira. E esses km que nos separam, nos tornaram ainda mais unidas, mesmo que a gente não possa mais dar todo dia esse abraço apertado!
De qualquer forma, por todos esses anos, já tentei diversar vezes expressar em palavras o que eu sinto e penso. Eu sempre falho miseravelmente.
Finalizando: a foto? A gente como tem que ser: juntas. Juntas no bar, na praia, na chuva, na calçada, no posto, na náááiti, na neve e certamente no fogo do inferno. (haha)
Te amo, melhor amiga!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
E a Carol?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O fundo do poço tem trilha sonora
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Crianças - esses seres adoráveis
domingo, 4 de janeiro de 2009
Para não fugir do óbvio: a viagem - parte 1
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Quando comecei a ser chata?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Mais um dia por aqui, mais uma noite sem dormir: eu e o trabalho nas sextas
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Aqueles dias
Eu e ele não temos uma relação bem resolvida. Quando mais nova, amava quando ele vinha me ver: só ia brincar pelas ruas quando ele estava junto. Cresci um pouco e - talvez a raiva adolescente - tenha me feito odiá-lo. Ele não colaborava... ia a todos os lugares, não me deixava. E eu fugia, me escondia através dos óculos escuros e roupas estranhas, talvez isso o espantasse. Mas não. Incansável, ele me perseguia pelas ruas e até invadia minha casa pela janela: um inferno. Será que ele não percebia que eu o queria bem longe? Minha mãe, como toda mãe, dizia que ele era uma graça, que eu deveria dar uma chance. Muitas vezes até tentei sair com ele, ver o que poderia ganhar com isso. Mas ele pode ser traiçoeiro. Por vezes me queimou, me machucou, me fez ficar dias sem sair de casa - de dor, de vergonha. Hoje em dia, não posso dizer que somos melhores amigos, mas também não somos inimigos. Talvez seja paixão: quando fica muito tempo sem aparecer, sinto um aperto no peito de saudade. Também não quero que ele me sufoque.
Mas uma coisa nunca muda, e nas últimas semanas ele tem feito certinho: Sol, meu bem, adoro acordar e te ver pela janela iluminando meu dia, dizendo que tudo vai dar certo. Ah, aqueles dias magníficos em que o Sol sorri pra gente logo ao acordar...
domingo, 28 de setembro de 2008
tum tum, tum tum, tum tum
Não, não é meu coração. É minha cabeça explodindo. Não tenho certeza do motivo. Estava 25 graus na rua e eu saí com 3 casacos e manta - passei frio. Talvez eu esteja doente, é bem provável. Ou talvez eu seja doente.
Ah, que dor. Dói cabeça, corpo, memória e sonho. Acho que a lembrança é a pior. Só quero dormir um pouco mais.
As coisas que eu disse ontem não valiam só até a meia-noite. Vá embora, embora, embora
domingo, 21 de setembro de 2008
Sobre os fins e reviver
domingo, 14 de setembro de 2008
Sobre festas
Uma coisa é eu tocar em meus amigos e conhecidos, é inevitável. O problema são aglomerações como ônibus e a maioria dessas festinhas.
No fim de semana (sou paleozóica: é FIM DE SEMANA, e não 'findi' ou qualquer miguxice do gênero) me despi de todo meu preconceito en resolvi ir numa festa de faculdade. E quando digo resolvi ir é eu QUIS ir, não fui obrigada nem nada do gênero e achei que realmente poderia me divertir.
Chegando lá, achei alguns amigos e aí sim vi que a festa seria boa. Mas talvez eu esteja vivendo há tempo demais em meu mundo particular ou eu seja chata mesmo. Não conhecia nenhuma música, ritmos péssimos, letras simplórias. Então alguém pode me dizer "faz melhor", mas - me desculpem - acho que até eu consigo fazer algo melhor. Porque não, não quero que 'latam' enquanto eu passo, obrigada.
Ok, eu sou a rainha de ter crises em festas.
Mas estava tudo bem até algum alienado vir questionar o que eu acredito, vir discutir sem argumentos. "Lugar de mulher é na cozinha"? Então o lugar da minha mão é batendo na tua cara. (não, eu não agredi ninguém)
Qual o sentido de ir numa festa? Beber até morrer? 'Pegar' mais gente que todo mundo?
Infelizmente é o que me pareceu. Futilidade, futilidade, futilidade... aaaaaaaah, não aguento! Um exército de iguais, cabelos iguais, roupas iguais, perfumes iguais, pensamentos iguais.
Em um momento de profunda raiva (o que eu bebi pra despertar isso?), criei os P's. Festa palha - música podre - homens porcos - mulheres promíscuas. É claaaaaaaaaaaaaaro que eu não acho que tudo é assim, não posso generalizar. Mas não consegui encontrar nenhum exemplar diferente nesse sábado.
Qual o objetivo de passar horas se arrumando? Causar inveja nas outras ou passarem mais a mão em ti? Não encostem em mim, se houver próxima nem banho eu tomo e prendo o cabelo. Sério.
Saldo da noite: dar muitos empurrões, uma discussão, uma amizade em crise, vários 'nunca mais vou sair contigo', muita raiva e a decepção. Ah, mundo... por que faz isso comigo?
