quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

essa é a luz que eu preciso...

Chove muito. Por toda a cidade, as famílias jogam cartas, assitem a filmes, dormem. Uma das casas está vazia, fechada. A rede está ali fora, sendo quase levada pelo vento e o shortinho branco recém lavado foi arrancado do varal. Que pena, já estava seco. Por dentro, há água pelo chão: quem disse que os vidros haviam sido fechados? O chão não está muito limpo e as camas não são arrumadas faz uns dias.
Não muito longe dali, na beira da praia, as moradoras correm, gritam, riem.
Longe de tudo e de todos, as 4 vivem.

Por que não pode ser assim para sempre?

2 comentários:

Ana disse...

costumo me perguntar isso com frequencia :/
bons textos, menina :)

Fernanda disse...

é, por que não?

beijos, borboleta. *.*